7 de setembro de 2011

Achado fóssil de mamífero com 160 milhões de anos


O fóssil encontrado na China ajuda a compreender evolução dos mamíferos
São Paulo- Achado no nordeste da China, fóssil com 160 milhões de anos preenche lacuna na história evolutiva nos mamíferos.
Os restos muitíssimo bem preservados do Juramaia sinensis dão informações importantes sobre um grupo ancestral – o “eutherian”  - que deu origem à maioria das espécies de mamíferos hoje.
Na verdade, trata-se do fóssil mais antigo desse grupo já encontrado – um fato que adianta em 35 milhões de anos a diferenciação desses animais de outros grupos.
Os detalhes da descoberta foram publicados pela equipe liderada pelo Dr. Zhe-Xi Luo, do Museu de História Natural Carnegie (EUA), na edição de hoje da Nature.
Caminhando com dinossauros
O Juramaia sinensis foi um pequeno mamífero, parecido com um roedor, que viveu na China há 160 milhões de anos, convivendo com os dinossauros durante o período Jurássico – daí seu nome, que significa “mãe Jurássica da China”.
Ele é o fóssil mais antigo dos chamados “eutherians”, o grupo que evoluiu para dar origem a todos os mamíferos placentários.
Seus restos foram encontrados na província de Liaoning e são formados de um crânio incompleto, parte do esqueleto e tecidos residuais moles, como pelos. Mas o mais surpreendente, para os pesquisadores, foi encontrar dentes completos e ossos de patas dianteiras que permitiria a classificação do animal na árvore evolutiva. Além disso, suas patas indicam uma característica que pode ter sido crucial para sua sobrevivência na época: elas eram adaptadas para escalada.
O Juramaia é um marco fóssil porque dá pistas de quando os “eutherian” se separaram dos outros grupos de mamíferos da época: os metatherians (cujos descendentes incluem os atuais marsupiais, como cangurus), e monotremes (como o ornitorrinco).
O momento em que um ancestral se separar em duas novas linhagens é muito importante para a compreensão da evolução de uma espécie. Atualmente, os pesquisadores possuem alguns métodos para calcular esse chamado “tempo evolutivo”. Essas técnicas, que muitas vezes utilizam DNA, precisam, no entanto, ser confrontadas com registros fósseis.
Antes da descoberta do  Juramaia, a evidência molecular mostrava que o ponto de separação dos  “eutherians” dos “metatherians”  havia ocorrido há cerca de 160 milhões de anos, porém o fóssil mais antigo tinha apenas 125 milhões de anos. Com o Juramaia, as evidências genéticas batem com os achados fósseis – uma prova a mais de que a compreensão da evolução dos mamíferos está no caminho certo.



Fonte:Carnegie Museum of Natural History

Técnica faz célula cancerígena se suicidar



A morte de uma célula cancerígena
Uma nova tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos e na Europa faz com que células do câncer se autodestruam.
Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology  e da ETH Zurich, na Suíça, conseguiram programar as células para determinar o momento em que elas haviam se tornado cancerígenas – e, se sim, cometer suicídio.
A técnica, publicada na revista Science, poderia ser usada para desenvolver marcadores para cada tipo específico de tumor.
Para combater o câncer, os pesquisadores partiram de um mecanismo existente em todas as células: a capacidade de autodestruição. Em algum momento de sua vida, toda célula recebe uma ordem alertando que é hora de morrer. Isso pode acontecer pela “idade” ou por alguma complicação detectada em seu interior. O objetivo, portanto, é fazer a célula ser capaz de detectar o momento em que se torna cancerígena e fornecer mecanismos para essa transformação disparar a ação de “suicídio”.


Circuito


Os pesquisadores criaram um circuito lógico, um sistema que toma decisões baseadas em muitos “inputs”. O circuito é feito de genes que detectam moléculas especificas da célula cancerígena – no caso, o teste foi feito com câncer nas células da coluna cervical.
Se as moléculas corretas estiverem presentes, os genes começam a produzir uma proteína que estimula a morte programada da célula.  A molécula escolhida foi o microRNA, um segmento de RNA que possui cerca de mil sequências diferentes em humanos.
A chave é que cada tipo de célula cancerígena possui seu próprio perfil de microRNAs: geralmente, muitos de algum tipo e poucos de outro. O objetivo dos pesquisadores era distinguir o perfil de uma célula cancerígena específica da cervical, a HeLa, de outras. Para isso, selecionaram seis tipos de microRNAs  que, juntos, diferenciam a HeLa.
O próximo passo foi criar um gene sintético para a proteína que promove a morte celular (hBax). Para não matar nenhuma célula saudável, o gene conta com um forte sistema de checagem: somente se todos os níveis de microRNA baterem, a célula produz a proteína e morre.
Este é o primeiro sistema que consegue identificar seis marcadores biológicos diferentes dentro de uma célula cancerígena. Os outros existente identificam apenas um ou dois.
Agora, o próximo passo é otimizar o método para evitar qualquer tipo de falso positivo na detecção de uma célula cancerígena. Em seguida, os pesquisadores devem partir para testes com animais e, eventualmente, humanos.

4 de setembro de 2011

Falta de água no futuro: triste realidade


Falta de água no futuro: triste realidade

Desde o surgimento da vida na Terra, a água é o elemento mais importante para a sobrevivência de todos os seres vivos. Sem ela, o planeta seria desabitado. Mesmo assim, a humanidade tem desperdiçado este recurso. Dados da ONU de 2006 revelam que até 2050 mais de 45% da população mundial não terá acesso à água potável.
A Terra é composta de 70% de água.                                                                                                                        
A partir deste número, apenas 2,493% são de água doce. Temos pouca água para o nosso consumo nos rios e lagos, sendo que a maior parte está nas geleiras e aqüíferos (água subterrânea). Países árabes têm levado icebergs içados de navio para suprir a escassez de água em seus territórios, causando um grave impacto ambiental.
O mau uso da água tem causado preocupação em alguns países (em sua maioria europeus) e vários estudos tem sido realizados para tentar sanar o problema. A revolução industrial não aconteceria sem a água. O ser humano não consegue ver que todos os itens industrializados precisam de água para serem produzidos, inclusive dinheiro.
Previsões afirmam que nos próximos anos a guerra não será mais pelo petróleo e sim devido à escassez dos recursos hídricos.
O Brasil é o país mais rico em água disponível para o consumo. Possuí 13,7 % de toda a água potável no mundo. Se hoje nós temos guerra por causa de petróleo, como será quando a água se tornar escassa? Seremos, no mínimo, alvo.
Águas subterrâneas poderiam ser uma alternativa para suprir as necessidades futuras. Mas não significa que os problemas acabarão.                                                                                                  
Um dos maiores aqüíferos do Brasil está no Sul e já abastece cidades próximas.
O Aqüífero Guarani que está no Sul do Brasil é imenso, mas há dados de que já esteja contaminado. Além da contaminação, cidades que estão sob estas águas subterrâneas podem afundar com o uso indiscriminado. Um exemplo é a Cidade do México (MÉXICO), que enfrenta muitos problemas com a drenagem de água.


                                                                                                                                                                   A água no corpo humano

Da mesma forma que a Terra, o corpo humano é composto em média de 70% de água.
A quantidade recomendada para o consumo diário varia de pessoa para pessoa.
A ingestão de água deve ser de 30 milímetros por quilo.
Uma pessoa de 70 quilos deve ingerir 2,1 litros de água, por exemplo. Além de consumida ao beber, a água está misturada aos alimentos como frutas, carnes, verduras, sopas, etc.


Evitando o desperdício

Atitudes simples do dia-a-dia ajudam a evitar o desperdício de água. Ao escovar os dentes ou lavar a louça evite deixar a torneira aberta o tempo todo, utilizando-a apenas quando necessário. Não se deve tomar banhos muito longos e recomenda-se fechar o chuveiro ao se ensaboar. Segundo dados da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) 15 minutos de banho com o registro aberto consomem 135 litros de água. A empresa também aconselha a limpar a calçada com a vassoura e não com mangueiras, que consomem 279 litros em 15 minutos de uso. Para os motoristas, lavar seus carros uma vez por mês utilizando um balde e um pano são medidas que podem minimizar o desperdício.


Curiosidades

- Para fabricar cada quilo de aço são necessários 600 litros de água.

- Um litro de cerveja precisa de três a quatro litros. A maior produtora de cerveja do Brasil gasta por ano 30 bilhões de água.

- Para se fazer uma folha de papel sulfite se gasta 380 litros.

- Se todas as pessoas do mundo consumissem água como os americanos, seriam necessários cinco planetas Terra.


Realidade atual

Na Índia, o sofrimento para conseguir apenas um pouco de água.
No Sudão, aldeões bebem água através de tubos plásticos em pântanos, especialmente concebidos para este fim. Sem filtro, as larvas flutuantes são responsáveis pela enfermidade da Lombriga de Guiné. O programa distribuiu milhões de tubos e já conseguiu reduzir em 70% esta enfermidade debilitante.
Glaciais em deterrminados locais da Europa, que abastecem de água potável, perderam mais da metade do seu volume. Trabalhadores da Estação de Esqui do Glacial de Pitztal, na Áustria, protegem com uma manta especial a neve para retardar seu derretimento durante os meses de verão.
As águas do delta do rio Níger são usadas para defecar, tomar banho, pescar e despejar o lixo.
Torneiras residenciais trazem águas imundas devido ao avanço indiscriminado do desenvolvimento.
Aldeões na Ilha de Coronilla, no Quênia, cavam poços em busca
do precioso líquido, a apenas 300 metros do mar. A água é salobra.
Aquele que foi o quarto maior lago do mundo, agora é um cemitério de areia. Muitas embarcações ficaram encalhadas.

Fonte: Universidade Metodotista de São Paulo
Colaboração: Miguel Eduardo

Vulcão X aquecimento global


Vulcão X aquecimento global

Grandes erupções vulcânicas já tiveram efeito refrigerador no clima da Terra, mas o recente evento na Islândia é pequeno demais para trazer alívio ao aquecimento global antropogênico (causado pelo homem).
O evento marcante dessa capacidade de refrigeração vulcânica dos últimos 20 anos ocorreu em 1991, quando o Monte Pinatubo entrou em erupção nas Filipinas, resfriando a superfície terrestre em 0,5 grau Celsius no ano seguinte, o suficiente para compensar o impacto dos gases causadores de efeito estufa entre 1991 e 1993.                                                                                                                       
Um episódio refrigerador menor ocorreu em 1980, quando o Monte Santa Helena, no estado americano de Washington, teve seu topo pulverizado, um evento que embora tenha sido impressionante, expeliu apenas um décimo do material liberado pelo Pinatubo.
O resfriamento se explica por uma fórmula simples: o vulcão libera grande quantidade de cinzas vulcânicas e dióxido de enxofre, que são transportados para a estratosfera, camada da atmosfera acima da troposfera, a mais próxima da superfície.
Lá, fenômenos físico-químicos criam uma fina camada de partículas esbranquiçadas que, durante meses ou anos, circundam a Terra e refletem parte dos raios solares, impedindo que a radiação atinja o solo.
Basicamente, é como colocar um escudo refletor sobre o pára-brisa do carro, impedindo que o interior aqueça demais.
Mas a erupção do vulcão na geleira Eyjafjallajokull foi pequena demais, não produzindo enxofre suficiente, e sua pluma circundou a uma altitude baixa demais para ter qualquer impacto climático.
Qualquer efeito será "muito insignificante".
No momento, estamos olhando para algo que é cerca de 100 vezes menor do que o Monte Santa Helena. Na escala em que está agora, é relativamente improvável que tenha qualquer efeito perceptível no clima.                                                                                                         
Com o Pinatubo, as cinzas chegaram a 18.000 metros de altitude nos trópicos.
Não é a mesma situação neste caso, onde a pluma está, em média, a 6 mil metros, com picos de 11 mil metros. Além disso, essa é uma parte da atmosfera (a troposfera), onde há ventos potentes, que têm grande efeito dissipador.
                                                                                                                  
Os cientistas chegaram a afirmar que a erupção da geleira islandesa poderia ter um efeito regional no clima da Europa, mas só se durasse alguns anos.
Na década de 1780, uma grande erupção no sul da Islândia levou cerca de dois anos e gerou grande quantidade de enxofre.
Isso causou um 'smog' terrível, as colheitas foram afetadas pela chuva ácida e a qualidade do ar ficou realmente muito ruim. Mas foi preciso dois anos (de erupção) para causar esse efeito e certamente não estamos confrontados com algo semelhante agora.
Outra hipótese é que a atual erupção poderia desencadear outra ainda maior, no vizinho vulcão Katla.
Em 1821-1823, o atual vulcão entrou em erupção e depois se silenciou. Ao fim do ciclo, foi a vez do Katla entrar em erupção.


Novas imagens do vulcão Eyjafjallajokull

Confira abaixo novas e incríveis imagens do vulcão da Islândia.

Fonte: G1 / Sugestão: Wilson Freitas

Você sabia?


Você sabia que a erupção do vulcão Krakatoa em 1883 ficou conhecida como "o dia em que o mundo explodiu"?

No dia 27 de Agosto de 1883, a Ilha de Krakatoa, localizada no estreito de Sunda, entre as ilhas de Sumatra e Java, na Indonésia, desapareceu quando o vulcão Krakatoa, do monte Perboewatan, supostamente extinto, entrou em erupção. A sucessão de erupções e explosões durou 22 horas e o saldo foi de mais de 36 mil mortos. Sua explosão atirou pedras a aproximadamente 27 km de altitude e o som da grande última explosão foi ouvida a aproximadamente 5.000 km, na ilha de Rodriguez, tendo os habitantes ficado surpreendidos com o estrondo! Os barômetros de Bogotá e Washington enlouqueceram. O barulho chegou também até Constantinopla, na Turquia, Austrália, Filipinas e Japão.
Acredita-se que o som da última grande explosão foi o mais alto já ouvido na face da terra e reverberou pelo planeta ao longo de nove dias. Todos os que se encontravam em um raio de 15 km do vulcão tiveram seus tímpanos rompidos.
Os efeitos atmosféricos da catástrofe, como poeira e cinzas circundando o globo, causaram estranhas transformações na Terra, como súbita queda de temperatura e transformações no nascer e pôr do Sol por aproximadamente 18 meses e levando até anos para voltar ao normal. Todas as formas de vida animal e vegetal da ilha foram destruídas.
Por causa das explosões, vários tsunamis ocorreram em diversos pontos do planeta. Perto das ilhas de Java e Sumatra, as ondas chegaram a mais de 40 metros de altura.
É considerada a erupção vulcânica mais violenta dos tempos modernos, tornando Krakatoa, sinônimo de destruição e catástrofe.
A cratera do vulcão era monstruosa, possuía aproximadamente 16 km de diâmetro. O vulcão não parou de cuspir lava e houve ainda outras erupções durante todo o ano. Antes da erupção, a ilha possuía quase 2 mil metros de altitude, mas após a erupção, a ilha foi riscada do mapa tendo-se um lago formado na cratera do vulcão, onde hoje vivem várias espécies de plantas e pássaros.
Provavelmente, a tsunami mais destrutiva registrada na história originou-se da explosão do vulcão Krakatoa, em uma série de quatro explosões que espalharam cinzas pelo mundo e geraram uma onda sentida nos oceanos Atlântico e Pacífico.
                                                                                                                                           
O escritor Simon Winchester descreveu o evento como "O dia em que o mundo explodiu". Livros de história contam como uma série de grandes ondas tsunami, algumas com alturas de quase 40 metros acima do nível do mar, matou mais de 36 mil pessoas em cidades e aldeias costeiras ao longo do estreito de Sunda.
A maioria das vítimas foi morta pela tsunami e não pela erupção que destruiu dois terços da ilha. Ondas tsunami geradas pela erupção foram observadas em todo o oceano Índico, no Pacífico, na costa oeste dos EUA, na América do Sul e até no canal da Mancha. Elas destruíram tudo em seu caminho e levaram para a costa blocos de corais de até 600 toneladas. Um navio de guerra na área foi arrastado por três quilômetros terra a dentro e depositado numa montanha. De acordo com Winchester, corpos apareceram em Zanzibar e o som da destruição da ilha foi ouvido na Austrália e na Índia.
As ondas da tsunami foram sentidas em Liverpool, na Inglaterra; alguns territórios africanos e também nas partes do Canadá, sem muitos desabamentos.Atualmente, na região da cratera, há uma nova formação rochosa em andamento chamada Anak Krakatau (Anak Krakatoa, filho de Krakatoa ou Krakatau), que já possui mais de 800 metros de altura, sendo que a cada ano aumenta cinco metros aproximadamente, podendo haver mudanças.
Cientistas afirmam que a nova formação (Vulcão) Anak Krakatoa pode ser ainda muito mais poderoso que o antigo Krakatoa. Com a antiga explosão, os três montes foram transformados em um só, criando uma caldeira que chega a 50 km subterrâneos. Um gigantesco depósito de lava.
Acredita-se que se Anak Krakatoa atingir altura próxima a de seu pai e uma nova grande erupção daquela dimensão acontecer, parte da população mundial e grande parte de toda a fauna e flora poderia morrer.Anak Krakatoa é um vulcão extremamente ativo e quase sempre é colocado em estado de alerta nível 2 (pode ocorrer erupção nas próximas 2 semanas).
Os cientistas não sabem afirmar quando ele vai entrar em erupção crítica, mas já disseram que vai acontecer.


Fonte: Wikipédia

FRASE DA SEMANA


"Em um mundo onde existe uma riqueza de informação, existe frequentemente uma pobreza de atenção."

Ken Mehlman