19 de setembro de 2011

O poder da Música



                                                                                          O poder da Música

Poucas pessoas sabem do que a música é realmente capaz! O seu poder sobre nós, seres humanos, é surpreendente. Nos diverte, relaxa, acalma, excita, e até mesmo nos educa e cura!

Cientificamente falando, o som age diretamente sobre nosso organismo, sendo absorvido pelas células e órgãos e indiretamente por meio das emoções que interferem nos processo orgânicos. O organismo vai reagir de acordo com a origem das vibrações e características do som. Assim, a música vai atuar no nosso corpo e despertar emoções, podendo aumentar ou equilibrar o metabolismo, aumentar ou diminuir a energia muscular, acelerar a respiração ou diminuir sua regularidade, causar mudanças no volume, pulsação e pressão do sangue, interferir na receptividade sensorial, minimizar os efeitos da fadiga, acalmar ou levar à excitação. A música também age nas secreções, na digestão e nas redes neurológicas. recentemente foi descoberto que interfere ainda no volume de colesterol na corrente sanguínea.
Na remota antiguidade, a música era empregada com a sagrada finalidade de reverenciar os deuses. Sua finalidade era a de elevar a alma humana às alturas das esferas espirituais durante as cerimônias sagradas, abrindo-lhes a possibilidade de experiências transcendentes. Com o tempo a arte saiu do âmbito dos templos e do sagrado, vulgarizou-se, caiu na banalização das massas, passando a refletir seus instintos inferiorizados, voltando-se infelizmente para a ambição pelo lucro e a fama.
A música pode provocar sentimentos diferentes em cada pessoa porque as mesmas causas geram efeitos contrários. Com ela podemos nos entediar, adormecer, entusiasmar ou chorar. Evidentemente, o homem que goza as delícias da harmonia é muito mais elevado, mais depurado, do que aquele que não permite por ela ser penetrado. A harmonia coloca nossa alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa. Isto significa que a harmonia, expressa pela boa música, acelera nossas vibrações, permitindo-nos sentimentos de acesso espiritual a dimensões que não conseguimos alcançar comumente.

Na medicina, já é comprovado que a música tem o poder de curar e dar a vida, mas também se mal usada, pode até matar. Interessante é que os médicos chegam a receitar como remédio para seus pacientes: BEETHOVEN para timidez, JOSEPH HAYDN para esgotamento nervoso, as valsas de STRAUSS para depressão constante e FRANZ SCHUBERT para insônia ou enxaqueca.
Pesquisas feitas nos grandes hospitais da Alemanha provam que cada vez mais os médicos estão usando a música como terapia durante operações. Os pacientes podem, durante uma operação, ouvir sua música preferida, mediante um fone de ouvido. Basta-lhes escolher uma fita da coleção variadíssima do próprio hospital. E tem mais, a música ajuda ainda as mães a se relaxarem, encurtando o tempo do parto. Muitos médicos estão também utilizando a música em seus consultórios a fim de relaxar seus pacientes, pois, geralmente, quem vai consultar o médico ou o dentista sente-se meio apavorado, o que aumenta a pressão e pode ser perigoso para pessoas muito medrosas.

Para mim, a música é estado de espírito. Se quisermos dançar, nos divertir, devemos ouvir música pra dançar. Se precisarmos de adrenalina ou uma "injeção de ânimo", vai bem uma música mais agitada. Para relaxamento, uma boa música instrumental, suave e calma. E por aí vai... O mais bacana mesmo, é que a música também nos transporta através dos tempos, nos fazendo relembrar passagens da nossa vida, épocas, lugares, situações e pessoas. Mas o mais importante pra mim, é que uso-a como válvula de escape! Tocar algum instrumento, procurar cifras e tirar músicas me fazem desligar do mundo completamente!

Agora, por exemplo, estou escrevendo este texto ouvindo TOM JOBIM...
E você, está escutando o quê aí?


Ricardo M. Freire


18 de setembro de 2011

Transplante de células melhoraria diabetes




Uma nova técnica para evitar a rejeição e aumentar a segurança nos transplantes de ilhotas de Langerhans - grupo de células do pâncreas responsável pela produção de insulina - está sendo estudada por pesquisadores do Núcleo de Terapia Celular Molecular (Nucel) da Universidade de São Paulo (USP).
O objetivo do transplante é fazer com que os portadores de diabetes tipo 1 não precisem mais tomar injeções de insulina diariamente. Com a nova técnica, os médicos conseguem também evitar a rejeição às células transplantadas e eliminar a obrigação do paciente ter que tomar remédios imunossupressores (para reduzir a atividade ou a eficiência do sistema imunológico).
Segundo a coordenadora do Nucel, a bióloga Mari Sogayar, a administração dos remédios para evitar a rejeição é complicada porque, além de serem medicamentos caros, provocam efeitos colaterais indesejáveis. "Alguns deles são causadores de diabetes, outros derrubam a imunidade. Por isso, esse projeto só é usado em casos extremos, quando o paciente diabético tipo 1 não consegue controlar a glicemia só com insulina. Aí tem que fazer alguma coisa, porque esse paciente pode morrer”, explicou. No Brasil foram feitos transplantes desse tipo em cinco pacientes entre 2002 e 2006.
A intenção da nova técnica é “enganar” o organismo ao encapsular as ilhotas de Langerhans e torná-las invisíveis ao sistema imunológico, que assim não consegue atacá-las. O método é rápido e nada invasivo, já que consiste em introduzir uma cápsula com as ilhotas por meio de uma agulha e um cateter na região próxima ao fígado.
“A cápsula é feita de um material extraído de algas, com uma estrutura que permite que o oxigênio entre nas células e que a insulina ultrapasse a barreira. O tecido impede ainda que o sistema imunológico destrua as ilhotas”, explicou.
Por enquanto a técnica foi testada apenas em camundongos tornados diabéticos, que, de acordo com a bióloga, reverteram a doença depois de receberem as cápsulas. Os animais permaneceram normais por um período longo, de 200 dias - mais da metade da vida. “Após 200 dias removemos as cápsulas e o animal voltou a ficar diabético”.
A bióloga explicou que o desejo da equipe agora é partir para uma fase de testes em animais maiores, como porcos ou cães e depois, tendo sucesso, pleitear a autorização junto ao Comitê de Ética para passar para outra etapa: testes clínicos para avaliar a segurança e a eficácia do processo em seres humanos.
“Mas para isso vamos precisar de recursos e de apoio de agentes financiadores para que tenhamos material e pessoal capacitado para dar andamento ao projeto”.  A expectativa da coordenadora do Nucel é conseguir finalizar o projeto em dois anos.

Novo método descobre planeta `invisível`


 
Ilustração 
 
 
Os astrônomos nunca o viram – mas têm certeza deque ele está lá. A cerca de 650 mil anos-luz da Terra, na constelação de Lira,orbitando uma estrela parecida com o Sol.
Chamado de Kepler 19c, o planeta invisível foi descobertograças a um método novo de detecção, que mede sua influência em outros planetasde seu sistema.
Astrônomos do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics,nos Estados Unidos, utilizam o telescópio  Kepler, da Nasa, para buscar exoplanetas –qualquer planeta que orbite uma estrela que não o Sol.
O método habitual consiste em observar a estrelas e medirpequenas alterações em seu brilho- que indicam a passagem de um corpo orbitandoo seu redor. O primeiro planeta descoberto ao redor da Kepler 19 foi batizadode Kepler-19b. Eles transita a estrela a cada 9 dias e 7 horas – mas, pro algummotivo, sempre estava 5 minutos atrasado ou adiantado.
Esse atraso indicava que a gravidade de outro planeta oestava afetando – e, pela primeira vez, cientistas conseguiram medir essavariação e provar a existência de um planeta, o Kepler 19c. Por ser muitopequeno, os métodos tradicionais de detecção não o achariam.
Por enquanto, além de saber que ele existe, não há maismuita informação a respeito dele, que tanto pode ser um planeta rochoso com umorbita de 5 dias, ou um gigante gasoso com uma orbita de 100 dias.


50 novos planetas são descobertos



Ilustração do planeta com apenas 3,6 vezes a massa da Terra
 
 
 
Astrônomos europeus anunciaram ontem a descobertas de 50 novos exoplanetas – corpos que orbitam uma estrela que não o Sol. Desses, 16 se enquadram na chamada categoria Super Terra – com massa entre uma e dez vezes  a do nosso planeta . Um deles, com apenas 3,6 vezes a massa da Terra, está em uma região que poderia permitir a presença de vida em sua superfície.
Chamado de HD 85512 b, ele está na Zona Habitável, a região na órbita de uma estrela na qual a temperatura permitiria a presença de água liquida.
A descoberta foi feita com o HARPS, um telescópio controlado pelo European Southern Observatory e localizado no Observatório La Silla, no Chile.
Observando 376 estrelas parecidas com o Sol, o Harps já detectou mais de 150 novos planetas. Ele funciona medindo uma pequena alteração na estrela causada pela presença de um corpo orbitando ao seu redor.
Com os dados obtidos nessa nova leva, a equipe viu que cerca de 40% das estrelas parecidas com o Sol possuem pelo menos um planeta mais leve que Saturno. Esse tipo de descoberta é essencial para futuras investigações com telescópios que buscam evidências de vida fora da Terra.


Fonte: Abril

11 de setembro de 2011

The Black Crowes


The Black Crowes é uma banda de rock norte-americana de Atlanta, Georgia. O grupo começou em 1985 e vendeu até hoje mais de 15 milhões de álbuns. A banda ocupa a posição #92 na lista dos 100 Maiores Artistas de Hard Rock da VH1.
A banda é uma das mais eficazes máquinas no campo das guitarrices e psicodelias em geral. O grupo mostra nos seis discos lançados e ao vivo que é muito mais do que uma cópia de The Rolling Stones ou The Faces - a quem são freqüentemente associados.
Com integrantes não muito mais velhos que suas próprias tendências, a banda tem a aparência tipicamente roqueira: cabelos longos, roupas aveludadas, coletes e físicos impossivelmente fracos. Além disso, aquele tradicional som "blueseiro" e alcoólatra.
O vocalista Chris Robinson é um dos mais intrigantes showmen do rock atual. Com voz de Rod Stewart, trejeitos de Mick Jagger e visual glam inspirado em David Bowie, ele faz a linha de frente do Black Crowes com seu irmão Rich Robinson, que fundiu em sua guitarra a magreza de Keith Richards e a sensação rítmica suja de Ron Wood.
Stan, o pai dos irmãos Robinson, foi cantor e teve até uma música pop famosa chamada "Boom-a-Dip-Dip". Ele sempre desencorajou os filhos a se tornarem músicos profissionais, mas por volta de 1984 eles já estavam formando a banda Mr. Crowe’s Garden (nome do conto de fadas preferido dos Robinson), que logo passou a se chamar simplesmente Black Crowes e culminou com Chris abandonando a faculdade.
Black Crowes pode ser definido como a fusão de hard rock com rock psicadélico, misturando um blues pesado com rock básico. Com essa mescla convocaram o baixista Johnny Colt, o guitarrista Jeff Cease e o baterista Steve Gorman para gravarem o primeiro disco. Lançado em 1990, Shake Your Moneymaker é uma forte investida na mistura rock/blues e a estréia é surpreendente. O disco vendeu mais de 4 milhões de cópias e com ele a banda foi eleita revelação do ano pelos críticos norte-americanos. "Twice As Hard", "Jealous Again" e "Hard To Handle", de Otis Redding são algumas das pérolas do álbum, sem contar a lindíssima balada "She Talks To Angels", que sozinha vale o disco.
Em março de 1991, os Black Crowes foram convidados para abrir shows do ZZ Top. Durante a tour, Chris Robinson fez algumas observações sarcásticas sobre comercialismo e foram expulsos após expressarem suas opiniões sobre manter bandas de rock livres da incorporação de patrocinadores, já que a marca de cerveja que estava realizando a excursão, obviamente, não gostou nem um pouco da idéia.
Dois meses depois a banda sairia em turnê própria, abrindo seus shows com um ato da ópera Maggie’s Dream. Como se pode perceber, Chris Robinson não é uma pessoa fácil, e na mesma época foi preso por agressão e por perturbar a paz depois de discutir com uma cliente de uma loja de conveniência em Denver. Passou três meses brigando na Justiça, onde conseguiu o direito de cumprir 6 meses de trabalho comunitário em liberdade após desembolsar 530 dólares de multa.
Chris desmoronou em desnutrição e esgotamento durante a passagem da banda pelo Reino Unido, onde estava sendo altamente requisitada. Mal se recuperou dos problemas de saúde e o vocalista levou sua banda ao Monsters Of Rock em Moscou, na Rússia.
Jeff Cease é então substituído pelo guitarrista Marc Ford, vindo da banda Burning Tree, de Los Angeles. O Crowes apoia a retórica a favor da maconha, tocando no Great Atlanta Pot Festival, organizado pela National Organization to Reform Marijuana Laws, algo como Organização Nacional Para Reforma das Leis da Maconha.
No segundo trimestre de 1992 é lançado o segundo álbum, chamado The Southern Harmony And Musical Companion. O sucesso permite experimentações e a banda mergulha no psicodelismo. Músicas como "Remedy", "Thorn In My Pride", "Sometimes Salvation" e a inspiradíssima versão de "Time Will Tell", de Bob Marley, levam o álbum ao topo da parada norte-americana e ao segundo lugar da parada inglesa.
Com o sucesso, a banda se estabeleceu como uma atração obrigatória nos concertos populares de verão nos EUA. Ainda em 1992 a banda adicionou o tecladista Eddie Hersch ao grupo como um integrante permanente.
Em fevereiro de 1993, um show com entrada gratuita em Houston ocasionou uma verdadeira invasão ao local da apresentação, fazendo com que a segurança da própria banda estivesse ameaçada. Porém, o êxtase dos fãs e o bom trabalho da polícia fizeram do show um fato marcante na história da banda.
Em março do mesmo ano a banda encerraria um show em Louisville, Kentucky, após tocar apenas uma música, devido a problemas no backstage entre os roadies e oficiais da divisão de narcóticos do estado. Neste mesmo dia, o chefe de segurança e o supervisor comercial da banda foram presos após agredirem os policiais.
A fórmula dos álbuns anteriores é levada às últimas conseqüências no terceiro disco Amorica, lançado em 1994. Eles carregam no experimental em "Gone” e “A Conspiracy", na melodia em "Wiser Time" e no groove em "P.25 London". Amorica chega ao top 10 da parada norte-americana, mas a marca principal do disco foi a capa, que mostra o close de uma mulher de biquíni, que tem parte de seus pêlos púbicos expostos. A ilustração do biquíni possui desenhos que remetem a bandeira norte-americana, por isso algumas tiragens tiveram sua capa alterada devido a atritos com autoridades governamentais.
"Eu sei que isso é o que nós queremos ser e onde queremos viver, por isso estamos presos na América", explica Chris Robinson sobre a inspiração do título de Amorica. Durante a turnê deste disco, a banda vai ao Brasil e faz um show com longas jam sessions.
Em julho de 1996 sai o quarto álbum da banda, Three Snakes And One Charm, com Eddie Harsch tocando teclados. Problemas de relacionamento pessoal e musical entre os irmãos Robinson quase decretam o fim. Muita loucura e a falta de uma direção musical resultam em um trabalho irregular. Destaques para "Blackberry", "Good Friday" e "Evil Eye".
Em agosto de 1997, Marc Ford é despedido depois de cinco anos como guitarrista da banda. Poucos meses depois, o baixista Johnny Colt também sai, entrando em seu lugar Sven Pipien, ex-Mary My Hope. Após assinarem contrato com a Columbia Records, é lançado em 1998 o quinto álbum, By Your Side. Produzido por Kevin Shirley, um dos colaboradores do Aerosmith, o disco é uma espécie de retorno às origens. Musicalmente, os irmãos Robinson nunca estiveram tão entrosados. O rockão "Go Faster", o já sucesso "Kickin'My Heart Around" e a porrada "HorseHead" fazem deste um álbum coeso.
Saem em turnê durante seis semanas, a qual foi chamada de "Sho' Nuff" e no mesmo ano lançam uma box set com os cinco discos da banda remasterizados chamada SHO'NUFF - The Complete Black Crowes, cada um com músicas inéditas ou versões alternativas, mais um CD extra gravado ao vivo durante a tour.
No mesmo ano a banda une-se a Jimmy Page para uma série de apresentações nos EUA e Inglaterra. Em 2000 lançam o álbum Jimmy Page and the Black Crowes Live at the Greek, que consiste principalmente nos padrões Led Zeppelin de se fazer música. Versões de clássicos zeppelianos com o toque especial dos irmãos Robinson fazem deste um disco empolgante do começo ao fim, com destaque para a alucinante versão de "Ten Years Gone". Esse álbum arrepiou alguns conservadores no mundo da indústria fonográfica, por sua distribuição inicial ter sido feita online. O excelente guitarrista Audley Freed, ex-Cry Of Love, também fez parte da formação da banda que acompanhou a turnê com Jimmy Page.
Em 8 de Maio de de 2001 a banda lança seu sexto álbum de estúdio Lions,, que inclui músicas como "Miracle To Me", "Losing My Mind", "Soul Singin", "Cosmic Friend" e etc.
Mas em 2002 o Black Crowes anunciam um "hiato por tempo indeterminado". Muitos decretaram que esse era o fim da banda, ocasionado por problemas de relacionamento entre os membros e principalmente devido ao casamento de Chris Robinson com a atriz Kate Hudson .
Durante este período, Chris lançou dois discos solo: New Earth Mud (2003) e This Magnificent Distance (2004). Seu irmão, Rich Robinson, também lança um disco próprio: Paper (2004).
Após mais de 3 anos, em 2005, o Black Crowes, retornou aos palcos num clima eufórico e intimista. O primeiro show, no dia 14 de Março de 2005, ocorreu no pequeno bar “Staircase”, na cidade de Pittson-PA. O curioso é que nesses shows em bares, os Black Crowes estavam com outro nome.
Mr.Crowe’s Garden, que era o nome da banda antes do estrelato, foi o codinome do grupo para despistar a grande imprensa. Sendo assim, somente os verdadeiros fãs atentos iriam aos concertos. Esses shows, que também serviram para aquecer as turbinas da banda, duraram uma semana. O tão aguardado show oficial de retorno dos Black Crowes se deu no dia 22 de Março de 2005, em Nova York, no Hammerstein Ballroom. Ingressos esgotados e uma noite com graneds clássicos da banda.
Com exceção do baterista Steve Gorman, que anda parado com a música, os Black Crowes voltaram com Chris Robinson (vocal), Rich Robinson (guitarra e voz), Sven Pipien (baixo), Ed Harsch (teclado), Bill Dobrow (bateria), além do grande guitarrista Marc Ford, que após a saída dos Crowes em 1997, andou tocando com Gov’t Mule e Ben Harper.
Steve Gorman retornou a banda na segunda metade de 2005. No mesmo ano, realizaram uma curta turnê com Tom Petty and the Heartbreakers.
Em 21 de Março de 2006, Black Crowes lançou seu primeiro DVD oficial, intitulado "Freak n' Roll… Into The Fog", que traz um show ao vivo gravado no histórico Fillmore Auditorium em San Francisco, Califórnia. O DVD traz ainda material bônus com cenas de bastidores.

O Sol


Figura: O Sol visto na linha Alfa do Hidrogênio
 

O Sol é a estrela mais próxima de nós. Todos os planetas do sistema solar giram ao seu redor e cada um com um período diferente. Ele é o responsável pelo suprimento de energia da maioria dos planetas. Quando as pessoas visitam observatórios as perguntas mais comuns que surgem a respeito do Sol são: o que é o Sol e como ele funciona? Do que ele é feito? Mas, antes de responder a essas perguntas veremos alguns dados curiosos a respeito do Sol.

O Sol só é uma estrela por causa da grande quantidade de massa que ele tem, 332 959 vezes a massa da Terra. Ele é constituído, principalmente dos gases hidrogênio e hélio, os dois gases mais leves que temos. Quando se diz que o Sol tem quase 98% de gases a pergunta mais comum que aparece é: como é possível o Sol ter tanta massa, ser tão grande sendo formado de gases?
Bem, essa é uma longa história e que nem mesmo os cientistas que estudam o Sol e outras estrelas sabem explicar exatamente como acontece, mas uma coisa eles sabem: Antes de existir o Sol e os planetas o que existia no lugar do sistema solar era uma enorme nuvem de gases e poeira muito maior que o sistema solar. Os gases são os que conhecemos: oxigênio, nitrogênio e principalmente hidrogênio e hélio; a poeira são todos os outros elementos químicos; ferro, ouro, urânio, etc... mas, a grande parte dessa nuvem era o hidrogênio e o hélio. Por algum motivo que ainda não é bem explicado essa nuvem encontrou condições para se aglomerar, se juntar em pequenos blocos, esses blocos começaram a se juntar em blocos cada vez maiores. Um desses blocos, o que se formou primeiro, no centro da nuvem, ficou tão grande e pesado que sua força gravitacional tornou-se suficiente para reter os gases com muita facilidade. Esse bloco aumentou tanto de tamanho e massa que acabou por se transformar numa estrela: o Sol. Os blocos menores que se formaram ao redor do bloco central deram origem aos planetas. CUIDADO! Muitas pessoas pensam que os planetas são pequenas bolhas expelidas pelo Sol. Isso porque os cientistas do século passado e começo deste século pensavam assim. Hoje em dia sabe-se que isso não é verdade. A teoria da nuvem de gás e poeira é a mais aceita entre cientistas atuais.
 
LOCALIZAÇÃO
 
O Sol ocupa uma posição periférica na nossa Galáxia,ou seja, ele está a 33.000 anos luz do centro galáctico, o que corresponde a 2/3 do raio galáctico. Nós estamos num dos braços espirais, o braço de Orion, como mostra o esquema a seguir.
 
 



     Figura 1: Localização do Sol na Galáxia



O Sol também está orbitando em relação ao centro gravitacional da nossa Galáxia. O ano do Sol é de aproximadamente 230 milhões de anos terrestres e sua velocidade orbital é de 250 km/s, sendo que todos os demais corpos do Sistema Solar o acompanham nessa viagem. Sabe-se que o Sol realizou cerca de 250 revoluções completas até hoje. A idade do Sol é de cerca de 4,5 bilhões de anos.
O Sol, estrela de quinta grandeza[1], é o principal componente do nosso Sistema Solar e o mesmo é um dos millhões de Sóis existentes em nossa Galáxia.

[1] se o Sol for colocado a distância de 32,6 anos-luz de nós, o seu brilho será semelhante ao de uma estrela de quinta magnitude. Objetos vistos ou comparados a essa distância, nós definimos o seu brilho como Magnitude Absoluta. O Sol tem magnitude absoluta igual a cinco, dai a expressão estrela de quinta grandeza.

CARACTERÍSTICAS GERAIS
Pela Lei da Gravitação Universal de Isaac Newton (1642-1727), foi possível obter a massa da nossa estrela que é estimada em 332 959 vezes a massa da Terra, equivalendo a 1,989 1030 kg, com um raio de 695 500 km . Sua densidade média é 1.4 g/cm3, mas a matéria não é homogênea em seu interior. A densidade no centro do Sol é muito maior, enquanto que nas camadas externas é muito inferior. O seu eixo de rotação tem uma inclinação em relação ao plano da eclíptica de 7° 15''.

Apesar de sua massa ser milhares de vezes maior que a da Terra, sua gravidade na superfície é apenas 28 vezes maior que a gravidade terrestre. A temperatura[2] na sua superfície é de cerca de 5770 K, e não é uma superfície sólida, mas sim em estado de plasma e gás.

O fato de o Sol ser basicamente um corpo constituído por um fluido (plasma e gás), provoca o fenômeno conhecido como rotação diferenciada. A velocidade dessa rotação varia nas diferentes latitudes com um valor máximo no equador (2 km/s) correspondendo a 25,03 dias e uma mínima nos pólos com um período de 30 dias. Essas informações só foram possíveis graças às manchas solares, as quais nós abordaremos melhor mais adiante. Isso é a chamada rotação diferenciada, a qual nós representamos com o seguinte esquema.



     Figura 2: Esquema da Rotação Diferenciada
O Sol representa 99,867% de toda a massa do Sistema Solar e a restante está dividida entre os planetas, asteróides, satélites, e cometas do Sistema Solar. A massa do Sol apresenta a seguinte distribuição:
 

Camadas Externas (Fotosfera e pouco abaixo)
0,2% de elementos pesados 
7,8% de hélio 
92% de hidrogênio 
Tabela 1: Características Químicas.



Raio  695 500 km,  109 raios terrestres 
Superfície  6,16 1013km2 11.881 vezes a terrestre 
Volume  1,44 1018 km3 1,3 106 vezes o terrestre 
Massa  1,9 1030 kg  334.672 vezes a terrestre 
Densidade  1,4 g/cm3 0,26 vezes a terrestre 
Luminosidade  3,9 1027 kW  ---------
Temperatura Superficial  5770 K ---------
Temperatura no Centro  1,5 107K ---------
Gravidade Superficial  276 m/s2 28 vezes a terrestre 
Tabela 2: Características Físicas do Sol.

O funcionamento do Sol e a sua Estrutura Interna

Quando só se conheciam as reações químicas (combustão) para a produção de fogo e calor, pensava-se que o Sol funcionava da mesma maneira, mas quando os astrônomos conseguiram calcular sua massa e quantidade de energia necessária para mantê-lo aquecido constatou-se que ele não iria durar mais de 100 anos. Como o Sol é muito mais velho que 100 anos, a natureza deveria ter criado outra maneira muito mais eficiente de se produzir energia. Só na primeira metade desse século é que se descobriu a existência da energia nuclear.
NÚCLEO: No Sol, a energia nuclear é produzida com o hidrogênio fazendo o papel de combustível. Sabendo como fazer a temperatura de um gás subir é possível entender como ocorrem as reações nucleares do Sol. Sabemos que, quando um gás é comprimido (pressionado) ele aquece. Perceber isso é fácil: encha um pneu de bicicleta usando uma bomba manual. O bico do pneu e a parte da bomba que está próxima do bico ficam bem aquecidos. Isso acontece porque o ar (gás) que está dentro da bomba é comprimido pela força que você faz. Quando o pneu fica quase cheio e você tem que fazer mais força, ou seja, comprime mais ainda o ar ele fica cada vez mais quente. Agora imagine no Sol onde a pressão é milhões de vezes maior que a pressão na Terra. Sabemos também que a pressão aumenta com a profundidade. Mergulhando numa piscina com 2 ou 3 metros já percebemos o aumento da pressão em nossos ouvidos. No Sol, pode-se afundar até 50 vezes o diâmetro da Terra sem chegar ao seu centro, fica até difícil de imaginar a pressão que existe lá. Toda essa pressão faz com que o hidrogênio atinja temperaturas de 15 milhões de graus no centro do Sol. Com o gás nessa temperatura e pressão é que ocorrem as reações nucleares que mantém o Sol aquecido. Essas reações são milhões de vezes mais poderosas que as reações nucleares produzidas na Terra. Além disso, não se conseguiu produzir, na Terra, reações do mesmo tipo que acontecem no Sol.
As reações nucleares do Sol transformam o hidrogênio em hélio e nessa transformação é liberada uma enorme quantidade de energia. Nós aqui na Terra recebemos uma pequenina parte da energia que o Sol produz.
Somente no século XX é que se atingiu conhecimentos teóricos suficientes para elaborar uma teoria a respeito de toda a energia que o Sol irradia . Sabe-se que o Sol está atualmente em equilíbrio térmico (temperatura média aproximadamente constante), mas nós sabemos também que ele emite muita energia na forma de calor e luz. Porém para se manter esse equilíbrio é necessário uma fonte interna de energia. Essa fonte está no seu núcleo, que através de reações termonucleares funde átomos de hidrogênio e forma átomos de hélio. Seu núcleo está a uma temperatura de 15 milhões de Kelvin e possui uma pressão da ordem de bilhões de atmosferas, sendo que esses valores vão decrescendo juntamente com a densidade, de modo não linear, conforme afasta-se do núcleo em direção à superfície. A variação térmica (considerada do núcleo para as camadas mais externas) determina a estrutura interna da estrela conforme o modo de propagação da energia. Os principais mecanismos de transporte energético encontrados no Sol são o radiativo e o convectivo, esquematizados a seguir:
 
O RADIATIVO: representado pela "Zona de Irradiação'', é a camada do Sol onde a energia propaga-se da mesma maneira que a luz, ou seja, através da irradiação e por isso não depende do meio para se propagar. O meio atua no sentido de atenuar a energia.

O CONVECTIVO: representado pela "Zona de Convecção'', é a camada do Sol onde a energia se propaga através de movimentos convectivos, ou seja, a parte que está em contato com a "Zona de Irradiação'' é aquecida e, com isso, sua densidade diminui e tende a subir para a superfície e o que está na superfície desce para entrar em contato com a "Zona de Irradiação''. Esse é o mesmo processo que ocorre com a água fervente num recipiente em aquecimento no seu fundo.
Utilizando-se desse processo, o Sol está emitindo energia desde sua ignição a 4,5 bilhões de anos e os cálculos realizados indicam que ele emitirá energia da mesma forma por pelo menos mais 5 bilhões de anos, que é quando estarão esgotadas as reservas de hidrogênio em seu núcleo. É importante saber que a emissão de energia do Sol não é uniforme, ou seja, há variações no fluxo de energia emitida, que pode chegar, em casos excepcionais, a 5% do fluxo médio de energia. Atribuindo-se o nome de "Sol calmo'' quando ele mantem-se no mínimo de emissão de energia e "Sol ativo'' quando está no máximo de emissão. Esse mínimo ou máximo é observado quando há um número menor ou maior de fenômenos em todas as suas camadas. Essas variações influenciam o meio interplanetário, sendo que na Terra observa-se muitos efeitos na atmosfera e no campo magnético.


Figura 3: Esquema da Estrutura do Sol
 
Figura 4: O Sol visto no Visível com um filtro neutro


CAMPOS MAGNÉTICOS

 
George Ellery Hale (1868-1938) foi quem detectou os campos magnéticos solares. Utilizando-se de um instrumento, o espectrógrafo de alta dispersão, ele descobriu que algumas linhas produzidas nas proximidades das manchas solares eram duplas e até mesmo triplas ou seja, no lugar de uma linha com certo comprimento de onda, via-se uma linha à direita e à esquerda daquele comprimento de onda e até mesmo a original e duas outras laterais. Esse fenômeno de duplicação de linhas é chamado de efeito Zeeman e ocorre quando a fonte emissora de luz está submetida a um campo magnético (nesse caso a fonte emissora é a mancha solar). Hale pôde calcular o campo nessa região que chega a 5000 Gauss e ainda conseguiu provar que o campo magnético geral, gerado pelo Sol, é da ordem de 1 a 2 Gauss. Esse campo magnético está dirigido de norte para sul, porém nas regiões onde se encontram os campos magnéticos intensos (1000 Gauss), estes estão dispostos, no sentido leste-oeste. O estado de plasma, que se encontra a matéria Solar, oferece pouca resistência à corrente elétrica o que faz com que toda a estrela se comporte como uma bobina elétrica.

Descobriu-se posteriormente que as linhas de força do campo magnético estão confinadas no plasma, ou seja,

comportam-se como se estivessem ligadas às particulas que o compõem e acompanham o fluxo de matéria. Com isso a rotação diferenciada acaba deformando essas linhas como se fossem tiras de borracha. As linhas do campo magnético sofrem um processo de condensação, até cada grupo assumir a forma espiralada. Daí encontram-se espirais ao longo de todos os meridianos e todas no sentido leste-oeste (sentido de rotação). A concentração dessas linhas equivale a maior intensidade dos campos magnéticos em relação a situação inicial, e como a rotação não é uniforme cada espiral pode ser esticada até formar um laço. Em certos momentos os laços se rompem e afloram na superfície. Nesse momento temos a formação das manchas solares.

ESTRUTURA EXTERNA DO SOL
FOTOSFERA: Aparentemente a olho nu e com instrumentos de baixa precisão a superfície solar é bastante uniforme. Na realidade ela é formada por pequenas estruturas hexagonais, os grânulos, de forma irregular e separadas por zonas mais escuras. Verificou-se posteriormente que essas estruturas são topos de colunas ascendentes de gás aquecido que ao se resfriarem descem pelas zonas escuras vizinhas decorrentes dos processos de convecção, que mistura o gás nas camadas inferiores à fotosfera. Estima-se que a diferença de temperatura entre os grânulos e as zonas escuras é de cerca de 1000 K.
Como o campo magnético é muito intenso em certas regiões (pelos efeitos explicados anteriormente) as linhas ficam quase perpendiculares à superficie e a matéria tende a se mover ao longo das linhas, nesse caso, a matéria fica "confinada'' a elas. Com isso há um bloqueio no movimento convectivo e o plasma desloca-se verticalmente, acompanhando as linhas e não horizontalmente para descer pelas zonas escuras. Então reduz-se a propagação do calor em certas áreas, que se tornam mais frias que as áreas circunvizinhas, emitindo pouca radiação. Isto é que caracteriza a mancha solar na fotosfera.

Constatou-se que o número de manchas solares sofre variações periódicas e essas variações estão ligadas ao "Sol calmo'' e ao "Sol ativo''. Partindo do "Sol calmo'' ,estágio de mínima atividade, observa-se que durante 4,6 anos há um aumento rápido das manchas atingindo um valor máximo. Após esse máximo transcorrem cerca de 6,4 anos onde se constata uma diminuição gradual nas manchas, atingindo novamente uma atividade mínima. No total entre um estágio de 4,6 anos de "Sol ativo'' e o outro estágio de 6,4 anos de "Sol calmo'' decorrem cerca de onze anos. Embora cada onze anos de atividade seja igual ao outro no seu aspecto visual, deve-se considerar que a polaridade magnética do Sol se inverte, ou seja, as  manchas que ocorreram no hemisfério norte durante o "Sol ativo'', irão ocorrer no hemisfério sul no estágio correspondente ("Sol ativo'') e vice-versa. Com isso nós temos um período completo vinte e dois anos de atividades solares, quando então o ciclo recomeça.

CROMOSFERA: É uma região externa à fotosfera. A temperatura na cromosfera se reduz a partir da fotosfera até atingir 500 km de altitude com 4000 K e, então há novamente um aumento até atingir 9000 K a altitude de 2000 km quando se inicia a coroa. A observação da cromosfera, por muito tempo só foi possível quando ocorriam eclipses totais que encobriam a luz fotosférica. Só há poucas décadas desenvolveu-se um instrumento , o coronógrafo, que simula o eclipse solar total, e nada mais é do que um telescópio preparado com filtros e obstáculos especiais que permitem somente a passagem da luz da cromosfera e coroa.

Ocorrem ainda as protuberâncias solares que se elevam da cromosfera para a coroa. Estas são visíveis sem instrumentos durante os eclipses solares totais, ou com o auxílio do coronógrafo. Essas protuberâncias podem ser eruptivas, de rápida duração, ou protuberâncias quiescentes que podem durar várias rotações solares. As protuberâncias possuem uma densidade muito superior à coroa circundante e temperatura de 10.000 a 20.000 K. Esses fenômenos são devido à assossiação de campos magnéticos que variam de 20 a 200 Gauss.

Quando as explosões que dão origem às protuberâncias ocorrem, e isso aparece principalmente nas proximidades das manchas solares na fotosfera, é que se percebe a influência do Sol sobre a atmosfera terrestre. Tal atividade pode interromper as comunicações a longa distâncias. Ocorre que partículas com muita energia são lançadas ao espaço e atingem a Terra provocando uma ionização da atmosfera terrestre. Em consequência, a ionosfera (camada atmosférica terrestre) deixa de refletir as ondas de rádio emitidas pelo Sol para o espaço e as ondas de rádio das emissoras de volta para a Terra, podendo interromper as comunicações a longa distância. Grande parte da radiação emitida pelo Sol atenua-se na nossa atmosfera, a qual atua como filtro bloqueando as radiações mais prejudiciais às formas de vida na superfície terrestre.

COROA: É a camada mais impressionante do Sol e a mais extensa delas (abrange praticamente todo o Sistema Solar). A densidade da matéria nessa camada é cerca de 10 milhões de vezes menor que na fotosfera e diminui conforme se afasta do Sol. Em condições normais também não pode ser vista, pois a sua emissão de luz é um milhão de vezes menor que a luz da fotosfera. Pode ser visualizada em eclipses solares totais e com o coronógrafo. A Coroa pode ser distinguida em três regiões: Coroa interna com expessura 1,3 raios solares a partir da cromosfera; Coroa intermediária que vai de 1,3 a 2,5 raios solares e a Coroa externa de 2,5 a 24 raios solares. Ao longo da translação terrestre, a Terra caminha imersa na coroa solar, e a radiação presente nela (advinda do Sol) bombardeia continuamente nosso planeta.



Figura 5: O Sol observado através do ultravioleta evidenciando uma protuberância.

Para podermos imaginar o quanto essa reação nuclear é poderosa vamos fazer a seguinte comparação. Se o Sol fosse formado pelo combustível mais eficiente que se conhece, que é o combustível usado no ônibus espacial, e todo o Sol fosse queimado, ele duraria cerca de 100 anos. Sendo movido a energia nuclear apenas 1/3 do hidrogênio do Sol será consumido e mesmo assim os cientistas acreditam que ele irá funcionar por mais 5 bilhões de anos. Considerando que ele já tem quase 5 bilhões de anos, a vida do Sol será de aproximadamente 10 bilhões de anos, ou seja o Sol irá durar 100 milhões de vezes mais do que se fosse movido por energia química.
Fonte: cdcc.usp

7 de setembro de 2011

Rio é descoberto embaixo do Rio Amazonas


São Paulo - Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo de 6 mil quilômetros de extensão que corre embaixo do Rio Amazonas, a uma profundidade de 4 mil metros.
Os dois cursos d’água têm o mesmo sentido de fluxo - de oeste para leste -, mas se comportam de forma diferente. A descoberta foi possível graças aos dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980, na região amazônica. A estatal procurava petróleo.
Fluidos que se movimentam por meios porosos - como a água que corre por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amazônica - costumam produzir sutis variações de temperatura. Com a informação térmica fornecida pela Petrobras, os cientistas Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros.
O dados do doutorado de Elizabeth, sob orientação de Hamza, foram apresentados na semana passada no 12.º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio. Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterrâneo de Rio Hamza.
Características
A vazão média do Rio Amazonas é estimada em 133 mil metros cúbicos de água por segundo (m3/s). O fluxo subterrâneo contém apenas 2% desse volume com uma vazão de 3 mil m3/s - maior que a do Rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões de pessoas, de 2,7 mil m3/s. Para se ter uma ideia da força do Hamza, quando a calha do Rio Tietê, em São Paulo, está cheia, a vazão alcança pouco mais de 1 mil m3/s.
As diferenças entre o Amazonas e o Hamza também são significativas quando se compara a largura e a velocidade do curso d’água dos dois rios. Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100 quilômetros, a largura do rio subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. Por outro lado, a s águas do Amazonas correm de 0,1 a 2 metros por segundo, dependendo do local. Embaixo da terra, a velocidade é muito menor: de 10 a 100 metros por ano.
Há uma explicação simples para a lentidão subterrânea. Na superfície, a água movimenta-se sobre a calha do rio, como um líquido que escorre sobre a superfície. Nas profundezas, não há um túnel por onde a água possa correr. Ela vence pouco a pouco a resistência de sedimentos que atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da rocha rumo ao mar.

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.