8 de março de 2013

Carbono promete mudar teoria sobre origem da vida na Terra


Toronto - Uma equipe internacional de cientistas divulgou nesta segunda-feira (4) os primeiros resultados de um amplo programa de pesquisa de 10 anos sobre o carbono que pode mudar teorias atuais sobre a origem da vida na Terra ou a busca de soluções para a mudança climática. A iniciativa, conhecida como Deep Carbon Observatory (DCO), completa três anos de trabalhos com a publicação hoje de um volume de 700 páginas que contém as principais descobertas, assim como as novas incógnitas geradas pelo trabalho de cerca de mil cientistas de 40 países. O diretor-executivo do DCO e cientista da Instituição Carnegie, o Robert Hazen, disse à Agência Efe durante uma visita a Toronto que um dos principais objetivos do programa, que tem um orçamento de US$ 500 milhões, é saber com exatidão quanto carbono está armazenado nas profundezas da Terra e onde. "

Estamos interessados em saber quanto carbono há, onde está, como se movimenta de uma parte a outra do planeta, quais são suas formas, estamos muito interessados no fenômeno da vida microbial em grandes profundidades e como afeta o ciclo do carbono", declarou Hazen. "É realmente um esforço para entender o carbono em escala global, da superfície ao centro da Terra, não só o ciclo do carbono mais superficial e do qual a maioria das pessoas fala, mas um ciclo mais profundo que representa 90%, ou mais, do carbono em nosso planeta", acrescentou. Hazen explicou que o carbono é "o elemento químico mais importante" no ser humano e no planeta.

"É o elemento da vida, o que deu origem à vida. É um dos aspectos que estamos tentando entender, de onde veio a vida", acrescentou. Algumas das descobertas mais fascinantes que hoje foram reveladas pelo DCO são precisamente as que dizem respeito à relação entre a vida e o carbono. As conclusões dos três primeiros anos do programa e detalhes dos próximos sete anos de atuações estão sendo discutidos em uma conferência internacional que acontece até amanhã na Academia Nacional de Ciências em Washington. Por exemplo, a de que há 4 bilhões de anos os processos biológicos produzidos por micróbios começaram a alterar a mineralogia da Terra, criando minerais que nunca tinham existido no planeta. Ou que os cientistas estão encontrando vírus em grandes profundidades no interior da Terra e que atuam de forma diferente dos vírus da superfície: seu material genético é transferido de forma passiva no genoma de micróbios e pode viver nele durante anos antes de se manifestar.

 Segundo um dos pesquisadores, John Baross, da Universidade de Washington, "a profundidade debaixo da superfície pode ter atuado como um laboratório natural da origem da vida no qual múltiplos ´experimentos´ podem ter sido produzidos em dupla". Relacionado com este achado é o chamado processo de "serpentinização", que está originando uma teoria alternativa sobre a origem da vida na Terra. Neste processo, a rocha basáltica que é expelida por vulcões subterrâneos reage quimicamente com a água de mar, o que produz hidrogênio e o mineral "serpentine". Segundo os cientistas do DCO, o hidrogênio gerado por este processo pode ter sido o alimento que permitiu a aparição dos primeiros micróbios na Terra. Mas não na superfície do planeta, e sim em grandes profundidades. De fato, como afirma Haze, "em qualquer lugar do mundo, se você perfura a vários quilômetros, encontrará vida em forma de micróbios". A variedade de vida bacteriana que se encontra em grandes profundidades e com pressões extremas constitui um autêntico "Galápagos das profundezas", segundo o DCO. O mais fascinante é que a vida em grandes profundidades exibe características incríveis.

 Steven D´Hondt, da Universidade de Rhode Island, afirmou que esses micróbios "levam pelo menos centenas de milhares de anos para se reproduzir, e é concebível que vivam sem se dividir durante dezenas de milhões de anos". "São zumbis microbiais" acrescentou. Segundo Hazen, "embora seja debatível, há alguns cientistas que asseguram que há micróbios que têm centenas de milhões de anos, que estiveram vivendo em um estado estático, sem se dividir, em pequenos buracos nas rochas, e quando são expostos a um ambiente mais dinâmico, começam a se dividir". "É realmente extraordinário. Porque se a vida pode se manter passiva durante grandes períodos de tempo é mais provável que quando grandes impactos lançam meteoritos de um planeta a outro, é possível que os micróbios possam se transferir de um planeta a outro" disse. "Isso pode ser uma forma de movimentar vida de um planeta a outro", declarou.

 Fonte: Abril.ciências

Em pouco tempo, Terra será mais quente do que em 11.300 anos


A Terra caminha para se tornar, nas próximas décadas, mais quente do que nos últimos 11.300 anos, segundo as previsões mais otimistas de emissões de dióxido de carbono (CO2), segundo uma pesquisa publicada nos Estados Unidos. Com base em análises realizadas em 73 lugares ao redor do planeta, os cientistas conseguiram reconstruir a história das temperaturas terrestres após o fim da era do gelo, por volta de 11.000 anos atrás.

 Os cientistas concluíram que os últimos dez anos foram os mais quentes, comparados com 80% dos 11.300 anos passados. Praticamente todos os modelos climáticos avaliados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) mostram que a Terra será mais quente - não importa em que momento até o fim do século - do que nos 11.300 anos anteriores, segundo as previsões mais factíveis de emissões de gases de efeito estufa.

 "Já sabíamos que a superfície da Terra é mais quente hoje do que durante a maior parte dos dois mil últimos anos; agora sabemos que as temperaturas são hoje mais altas do que na maior parte dos últimos 11.300 anos passados... (período) que corresponde ao desenvolvimento da civilização humana", revelou Shaun Marcott, pesquisador da Universidade Estatal de Oregon (noroeste dos Estados Unidos) e principal autor deste trabalho, publicado na edição de sexta-feira da revista Science. A história do clima mostra que no curso dos últimos 5.000 anos, a Terra esfriou 0,80 grau Celsius, mas voltaram a subir há 100 anos, particularmente no hemisfério norte, onde há mais extensões de terra e maior concentração populacional. De acordo com modelos climáticos, a temperatura média global ainda aumentará, em média, entre 1,1 e 6,3 grau Celsius até 2100, dependendo da quantidade de emissões de dióxido de carbono (CO2) procedentes de atividades humanas, informaram os pesquisadores.

 "O mais preocupante é que este aquecimento será claramente maior do que qualquer período nos últimos 11.300 anos", segundo Peter Clark, paleo-climatologista na Universidade Estadual do Oregon e co-autor do estudo. A posição da Terra com relação ao sol, especificamente sua inclinação, foi o principal fator natural que afetou as temperaturas nos últimos 11.300 anos, explicaram os cientistas. "Durante o período mais quente do Paleoceno - os 11.000 últimos anos - a Terra estava em uma posição que tornava os verões mais quentes no hemisfério norte", afirmou Shaun Marcott. "Com a mudança desta orientação, os verões no hemisfério norte refrescaram e deveríamos estar ainda hoje neste longo período de resfriamento, que não é o caso", acrescentou. Todos os estudos concluem que o aquecimento nos últimos 50 anos resulta da atividade humana e não de fenômenos naturais.

 Fonte: Abril.ciência

5 de março de 2013

Cientistas criam células zumbis em laboratório


Biólogos americanos criaram células zumbis. Elas conseguem trabalhar depois de mortas e ainda desempenham algumas funções melhor do que quando estavam vivas. Os cientistas envolvidos no experimento são do Laboratório Nacional de Sandia, da Universidade do Novo México. Eles revestiram células orgânicas em ácido silícico para que elas conseguissem sobreviver em temperaturas e pressões extremamente elevadas.
 As células foram embalsamadas com o ácido até um nível manométrico. Isso permitiu criar uma réplica quase perfeita de sua estrutura.

 Quando a célula revestida com o ácido foi aquecida e alcançou a temperatura de 400 º C, sua parte orgânica evaporou. A solução permaneceu como uma réplica da célula viva anteriormente. Portanto, após o processo, a célula zumbi continuou trabalhando, mesmo depois de sua parte orgânica morrer. Por conseguir sobreviver em condições adversas, essas células puderam executar suas funções com mais precisão do que quando estavam vivas.

 Os cientistas acreditam que a técnica para criar as células zumbis pode ser o futuro da nanotecnologia. Ela poderá ser usada comercialmente, na indústria de células de combustível, tecnologia de sensores ou descontaminação.

 Fonte: universozumbi.com.br

24 de fevereiro de 2013

EUA aprovam tecnologia biônica com retina artificial


Washington - O Governo dos Estados Unidos aprovou na quinta-feira uma tecnologia de retina artificial que constitui o primeiro olho biônico para pacientes do país, desenvolvido em parte com apoio da Fundação Nacional de Ciências, informaram nesta sexta-feira os meios de imprensa locais. Segundo um comunicado da Direção de Alimentos e Remédios dos EUA (FDA, por seu sigla em inglês), o dispositivo, com o nome comercial Argus II Retinal Proshtesis System, transmite por via sem fio as imagens de uma câmera montada em óculos a um conjunto de microeletrodos implantados na retina danificada do paciente. Esse conjunto, por sua vez, envia sinais elétricos por meio do nervo ótico e o cérebro interpreta a imagem.

 O Argus II é um microprocessador que contém mil eletrodos e foi desenvolvido por Wentai Liu, professor de bioengenharia na Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. A aprovação por parte da FDA beneficiará só os indivíduos que tenham perdido a visão como resultado da retinitis pigmentosa (RP) profunda, uma doença que afeta uma em cada 4 mil pessoas nos Estados Unidos.

 O aparelho recebeu em 2011 a aprovação das autoridades sanitárias da Europa e já foi implantado em mais de 50 pacientes fora dos Estados Unidos. A retinitis pigmentosa danifica as células sensíveis à luz que recobrem a retina e, gradualmente, diminui a capacidade da pessoa para distinguir a luz da escuridão. O implante permite que alguns indivíduos com RP, que são completamente cegos, localizem objetos, detectem movimentos, melhorem a orientação e a mobilidade, e consigam distinguir formas, incluindo letras grandes. Embora haja tratamentos que retardam o progresso das doenças que degeneram a retina, não houve até agora nenhum tratamento que pudesse substituir a função dos fotorreceptores perdidos no olho.

Fonte: Abril.ciência

Os 10 maiores meteoritos já encontrados no Brasil

 Do espaço para a Terra 



A chegada de um meteoro à região dos Montes Urais na Rússia e a passagem do asteroide 2012 D14 ao sistema da Terra, causaram certa apreensão em todo o mundo nesta sexta-feira. Enquanto o meteorito deixou rastros de destruição e cerca de mil pessoas feridas, o segundo visitante irá apenas passar, ainda que de raspão, por aqui. Apesar de toda a preocupação, “invasões” como as que foram registradas hoje são muito mais comuns do que a maioria das pessoas imagina. De acordo com dados da Meteoritical Society, organização dedicada ao estudo destes corpos, 73 quedas de meteoritos já foram registradas apenas no Brasil. Com base nos registros da organização, EXAME.com selecionou os dez maiores corpos que atingiram o país os últimos tempos. Confira nesta galeria de imagens:

 Santa Catarina 



O título de maior meteorito já encontrado no Brasil vai para o Santa Catharina. Descoberto na região de São Francisco do Sul (Santa Catarina) em 1875, o corpo rochoso pesa 7 toneladas e não teve sua queda documentada.


Bendegó



Encontrado em 1784 no sertão baiano, o meteorito de Bendegó é o segundo maior já registrado no país. O corpo rochoso pesa pouco mais de 5 toneladas e foi descoberto no município de Monte Santo, Bahia. Recebeu este nome por ter sido encontrado próximo do riacho Bendegó. 



Campinorte


Outro grande meteorito registrado no Brasil é o Campinorte. Sua queda não foi documentada e, de acordo com a Meteoritical Society, o corpo foi encontrado em 1992, em Goiás. O peso do Campinorte é de 2 toneladas. 


Santa Luzia

Encontrado em 1921 na região da cidade de Luziânia, Goiás, a queda do Santa Luzia na Terra também não foi documentada. O meteorito pesa pouco menos de 2 toneladas e hoje está exposto no Museu Nacional do Rio de Janeiro. 


Itapuranga

Um pouco menor que seus companheiros de lista, o Itapuranga pesa apenas 628 kg e foi encontrado próximo a cidade que leva o mesmo nome, também em Goiás. O ano de sua descoberta, contudo, não foi informado pela Meteoritical Society. 



Nova Petrópolis

Com 305 kg, o meteorito Nova Petrópolis ocupa a sexta posição entre os maiores já encontrados no país. O corpo rochoso foi descoberto em 1967 em uma região próxima à cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul. Assim como os outros meteoritos que caíram no país, a queda do Nova Petrópolis não foi documentada. 


Putinga

Encontrado em 1937, o Putinga é um meteorito cuja queda foi observada: um casal de trabalhadores do campo testemunhou o momento em que ele atingiu a Terra. Pesando 300 kg, o corpo rochoso caiu em uma região próxima à cidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. 


Sanclerlândia

O Sanclerlândia foi encontrado em 5 de outubro de 1971, no interior do estado de Goiás. O corpo rochoso pesa 279 kg e sua queda não foi observada.


Patos de Minas

Descoberto em 1925, o meteorito Pato de Minas foi encontrado na região da cidade de mesmo nome (Minas Gerais) e pesa 200 kg. Assim como a maioria dos meteoritos da lista, sua queda não foi observada.


Porto Alegre

Apesar de não ser o maior meteorito já visto no país (apenas 200 kg), o Porto Alegre é um dos mais recentes: foi encontrado em 2005 nas proximidades da capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 

Fonte: Abril.ciência

Veja onde os meteoritos caíram nos últimos 4 mil anos



O meteorito que atingiu o território russo na sexta-feira (15) deixou a população mundial com medo. Porém, meteoritos invadem a atmosfera terrestre com uma frequência maior do que se imagina. Uma prova disto está no mapa que mostra os impactos registrados desde 2.300 a.C. Meteoritos são objetos compostos de rocha e metal que podem se desprender de corpos do sistema solar, viajar pelo espaço e cair na superfície terrestre. Muitas vezes, esses objetos celestes são tão pequenos que se desintegram quando entram na atmosfera terrestre.

 O mapa acima foi criado por Javier de la Torre, cofundador das companhias de software Vizzuality e CartoDB. Para isso, ele usou dados da Meteorological Society. Cada círculo representa a massa de cada meteorito. Logo, quanto maior o círculo, maior o meteorito. O mapa mostra a localização dos 34.513 pontos de impacto registrados nos últimos 4.000 anos. Ele representa apenas uma fração dos impactos, já que zonas sem habitantes e o oceano não foram contabilizados. Vale lembrar que o meteorito que caiu na região de Tcheliabinsk, nos Montes Urais, pesava 10 toneladas. Ele explodiu antes de alcançar o solo por causa do enorme calor gerado pela compressão do ar na frente do corpo celeste. Este fenômeno é conhecido como bólido ou explosão aérea.

A grande explosão fez celulares pararem de funcionar e janelas se estilhaçarem quando o meteorito explodiu, deixando cerca de 1000 pessoas feridas. Ao acessar o mapa completo, é possível clicar nos círculos espalhados pelo mapa. Assim, o usuário pode saber mais detalhes sobre cada impacto, qual o tipo do meteorito, a massa dele, quando ele caiu na Terra e se seus fragmentos foram encontrados.

Fonte: Abril.ciência

Meteorito atingiu a Austrália há 360 milhões de anos



Sydney - Uma equipe de cientistas descobriu uma área de 200 km de diâmetro na Austrália onde teria caído um gigantesco meteorito há 360 milhões de anos, indicou nesta quarta-feira um de seus membros.

 O meteorito media entre 10 e 20 km de diâmetro, declarou à AFP Andrew Glikson, professor convidado da Universidade Nacional da Austrália. "É um achado", afirmou, referindo-se à cratera na bacia de East Warburton, no sul da Austrália. "O que realmente impressiona é a extensão da zona de impacto, de no mínimo 200 km (de diâmetro), o que torna a terceira maior superfície no mundo" impactada por um corpo celeste. Glikson indicou que o estudo do terreno foi iniciado após outro cientista identificar amostras anômalas microestruturais.

 "Depois disso, passei meses em um laboratório fazendo testes com microscópio para medir as orientações dos cristais (...) e constatei que as rochas encontradas no local apresentavam marcas de um impacto extraterrestre", acrescentou. "Trata-se de um asteroide de ao menos 10 km de diâmetro", cuja queda sobre a Terra provocou um "impacto regional e mundial", ressaltou o cientistas. O asteroide, transformado em meteorito após tocar o solo, provocou uma imensa cratera atualmente encoberta por uma camada de 3 km de sedimentos. Ao cair, com certeza provocou gigantescas nuvens de fumaça e vapor que, segundo Andrew Glikson, cobriram a Terra. Os asteroides deste tamanho entram em colisão com o nosso planeta uma vez a cada dezenas de milhões de anos.

Fonte: Abril.ciência