23 de fevereiro de 2013

Elvis – O Terror do Conservadorismo



 Astro do rock n’ roll mundial, Elvis Presley foi o tormento dos conservadores de seu tempo. A “ameaça” que Elvis representava logo tomou proporções gigantescas, principalmente depois de sua aparição no "The Milton Berle Show", no dia 5 de junho de 1956, em rede nacional. Na ocasião, Elvis cantou a música “Hound Dog” e seu jeito de dançar mexendo os quadris foi algo que notoriamente chamou a atenção do público. As críticas dos jornais do dia seguinte foram enfáticas: “Terrivelmente sem talento e vulgar” (New York Herald Tribune); “O Sr. Presley não possui compreensível capacidade de cantar” (The New York Times). Censurado em algumas rádios e filmado apenas da cintura para cima em algumas transmissões televisivas, Elvis se tornou uma “ameaça” para a formação da nova geração. Logo, os grupos religiosos, pais e professores estavam condenando Elvis e sua música, considerando-a algo inapropriado para uma família com princípios cristãos. Na imagem, o pastor Robert Gray faz uma comparação em seu púlpito entre um cartaz de Elvis e a Bíblia, provavelmente destacando que o comportamento, dança e som do cantor não era algo aconselhável para os seguidores da Bíblia. Elvis Aaron Presley faleceu no dia 16 de agosto de 1977, deixando um incomparável legado para o rock mundial. Diferentemente do que acontece com alguns, a dança e música de Elvis não morreram com ele. Sua morte foi apenas um marco para a continuação de sua interminável história.


Gio Zaneratto
Fonte: Administração Imagens Históricas
Foto: Robert W. Kelly – Time & Life/Getty Images

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